Professores do Sesi aprovam contraproposta em Assembleia após campanha marcada por mobilização e falta de avanços nas negociações
A Assembleia Estadual Unificada dos professores e professoras do Sesi, realizada no último dia 27 de abril, definiu os rumos da Campanha Salarial de 2026. Em votação, a categoria decidiu pela aprovação da contraproposta apresentada pela instituição, após um processo marcado por intensa mobilização, diversas rodadas de negociação e ausência de avanços concretos por parte patronal.
A decisão foi tomada com participação expressiva da categoria e refletiu um debate amplo nas escolas e nas instâncias sindicais. O resultado também evidenciou divergências internas, com parte significativa dos participantes votando contra a proposta, diante de reivindicações ainda não atendidas.
“Fizemos uma assembleia muito boa, pela qualidade da discussão. A aprovação não foi total. Muita gente votou contra, porque algumas demandas ainda não foram respondidas”, afirmou o presidente da Fepesp, Ailton Fernandes.
Campanha mobilizou todo o estado -Desde a entrega da pauta de reivindicações, a Campanha Salarial foi marcada por organização e presença ativa dos Sindicatos da base da Fepesp nas unidades do Sesi, como o SINPAAE na região de Ribeirão Preto e em todo o estado de São Paulo.
Dirigentes sindicais realizaram visitas às escolas, promoveram panfletagens, dialogaram diretamente com professores e professoras e ampliaram os canais de informação junto à categoria. Ao longo da campanha, foram realizadas três Assembleias Estaduais Unificadas e uma assembleia com ponto abonado, o que garantiu ampla participação e permitiu à categoria construir coletivamente cada etapa do processo, da definição da pauta à aprovação do Estado de Greve e à deliberação final.
A condução da campanha foi pautada pela transparência e pela busca constante de negociação. Ainda assim, mesmo diante desse esforço coletivo, não houve, por parte do Sesi, a apresentação de uma proposta que contemplasse de forma efetiva as reivindicações centrais da categoria.
Discurso de valorização não se traduz em avanços reais - Durante todo o processo, a postura do Sesi evidenciou uma contradição entre o discurso institucional de valorização dos professores e professoras e a condução prática das negociações.
A proposta apresentada manteve os mesmos parâmetros já rejeitados anteriormente, sem incorporar avanços significativos. Questões centrais, como condições de trabalho e valorização mais consistente da carreira, permaneceram sem resposta adequada.
“O Sesi se nega a discutir condições de trabalho e a dar uma valorização melhor para o professor. Isso segue como um ponto de atenção para a categoria”, destacou Ailton Fernandes.
Condicionamento sobre férias gerou forte reação da categoria - Um dos momentos mais críticos da campanha foi a tentativa do Sesi de vincular alterações no período de férias à aceitação da proposta, introduzindo o tema como parte do pacote negocial. A medida foi recebida com forte resistência por professores e professoras, especialmente por afetar diretamente a organização da vida pessoal e profissional da categoria.
“A mobilização deixou um recado claro. No nosso período de descanso, não pode haver modificação. O Sesi mexeu nas férias e a categoria disse não a isso”, afirmou o presidente da Fepesp.
Ao atrelar um direito sensível ao desfecho da negociação, a iniciativa foi percebida como um fator adicional de pressão sobre a categoria em um momento decisivo do processo.
A mobilização dos professores e professoras e a atuação das entidades sindicais foram determinantes para reverter esse movimento, garantindo a manutenção das férias no período habitual. “Conseguimos restabelecer as férias para o período habitual e isso é muito importante. Foi uma resposta direta da categoria”, completou.
Decisão reflete maturidade diante de um cenário adverso - O resultado da assembleia expressa a complexidade do momento vivido pela categoria. A votação registrou posições distintas entre os participantes, refletindo diferentes avaliações sobre o cenário e as possibilidades de avanço naquele contexto.
A decisão, nesse sentido, não encerra a mobilização, mas indica um recuo estratégico diante da correlação de forças apresentada ao longo da campanha.
Mobilização segue e categoria projeta próximos passos - A aprovação da proposta não representa o fim da luta. Ao longo de toda a campanha, ficou evidente que pontos importantes seguem sem solução. A mobilização construída desde o ano passado já trouxe resultados concretos, como a incorporação de aumento real nas propostas mais recentes, ainda que abaixo das expectativas da categoria.
“A mobilização vem desde o ano passado e mostrou que os professores estão atentos aos seus direitos. O fato de a campanha ter se encerrado não significa que não haja mais o que pleitear”, afirmou Ailton Fernandes.
A Fepesp, o SINPAAE e os demais Sindicatos da base reforçam que a mobilização permanece ativa, com acompanhamento permanente das condições de trabalho e dos compromissos assumidos. “É hora de manter a mobilização, acumular forças e avançar. No próximo ano teremos nova campanha salarial e precisamos chegar ainda mais fortalecidos”, concluiu.
A luta continua.
Conquista dos professores na Campanha Salarial garante R$47 na hora-aula do Ensino Médio do Senac!
A Assembleia Estadual Unificada dos professores e professoras do Ensino Médio do Senac, realizada no último dia 29 de abril, aprovou, com 80% dos votos, a contraproposta apresentada pela instituição e consolidou um avanço relevante da categoria na Campanha Salarial, após semanas de mobilização em todo o estado dos sindicados, como o SINPAAE na região de Ribeirão Preto.
O acordo eleva o valor da hora-aula para R$ 47,00, cerca de 5,24% de aumento, frente aos 3,45% inicialmente oferecidos. O resultado reflete a pressão exercida pela mobilização da categoria, na capital e no interior, e aproxima os docentes da principal reivindicação da campanha, que era o piso de R$ 50 para a hora-aula. Também foi garantido o reajuste do vale-alimentação para R$ 205,00, com aumento de aproximadamente 13,88%.
A evolução da proposta ao longo das negociações evidencia o impacto direto da organização coletiva e da atuação dos sindicatos e da Fepesp, responsáveis pela condução das tratativas e pela articulação das ações de mobilização.
“A mobilização dos professores foi decisiva para avançarmos nas negociações e chegarmos muito perto do valor que defendíamos como referência. É um resultado que demonstra a força da categoria organizada”, afirma Walter Alves, diretor da Fepesp e responsável pela condução das negociações.
Desde a rejeição das propostas anteriores, consideradas insuficientes, a categoria ampliou a participação nas assembleias e fortaleceu o processo coletivo de decisão, criando as condições para a construção de um acordo mais favorável.
A aprovação do acordo em assembleia traduz não apenas um avanço concreto na valorização da hora-aula, mas também a efetividade da ação coletiva como instrumento de negociação.
Embora o objetivo central não tenha sido integralmente alcançado, a Campanha Salarial do Ensino Médio do Senac se encerra com saldo positivo e reforça o papel da mobilização e da organização sindical na obtenção de resultados concretos.
O SINPAAE faz parte desta luta e sempre trabalha para defender os direitos e interesses da classe.
PLR de 12%
garante ganho real
aos professores do Ensino Superior

Professoras e professores do ensino superior privado no estado de São Paulo têm direito ao recebimento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), no valor equivalente a 12% da remuneração bruta devida em janeiro de 2026.
O pagamento deverá ser efetuado até o quinto dia útil de fevereiro de 2026, conforme previsto na Convenção Coletiva de Trabalho firmada em maio de 2025, resultado da negociação conduzida pela FEPESP com o setor patronal.
A PLR integra o conjunto de medidas aprovadas na última campanha salarial e teve papel relevante na composição do acordo. Considerando a data-base de março de 2024 a março de 2025, o pagamento da PLR representou ganho real para a categoria, ao se somar à reposição inflacionária prevista na Convenção.
Pelo texto da CCT, a PLR é a forma prioritária de pagamento. Caso a instituição de ensino não adote esse modelo, deverá efetuar o pagamento de Abono Especial substitutivo, mantendo o percentual de 12% calculado sobre a remuneração de janeiro de 2026.
Para o presidente da FEPESP, Ailton Fernandes, a cláusula evidencia a importância da negociação coletiva como instrumento de proteção e avanço dos direitos docentes.
“Essa PLR foi construída na mesa de negociação para assegurar ganho real aos professores, considerando a data-base do período. É resultado direto da organização sindical e do trabalho coletivo desenvolvido ao longo de 2025”, afirma.
A FEPESP orienta que professoras e professores procurem o sindicato de sua base territorial para esclarecer dúvidas sobre a aplicação da cláusula, a forma de pagamento e os prazos, já que a negociação é coletiva e a execução ocorre no âmbito regional. (FONTE: FEPESP)
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